RPPN Pico do Peão

A sigla RPPN significa Reserva Particular do Patrimônio Natural. Muitas instituições, organizações e o próprio governo têm trabalhado na defesa da Mata Atlântica com iniciativas de preservação, recuperação e interligação de fragmentos dessa floresta, que abriga uma das mais ricas biodiversidades e é Reserva da Biosfera Mundial. RPPNs são iniciativas de preservação e recuperação desse patrimônio natural. Segundo o Ibama, a Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma unidade de conservação em área privada, gravada em caráter de perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade biológica. A criação de uma RPPN é um ato voluntário do proprietário, que decide constituir sua propriedade, ou parte dela, em uma RPPN, sem que isto ocasione perda do direito de propriedade.

A Rio Verde FM apóia inteiramente a RPPN Pico do Peão desde sua implementação, ajudando na obtenção da documentação oficial junto aos órgãos competentes e divulgando este tipo de trabalho.

A RPPN Pico do Peão está localizada no Pico do Peão, dentro de um sítio de 33.67 hectares, em São Thomé das Letras, interior de Minas Gerais. A área destinada para a reserva é de 12.53 hectares. A reserva encontra-se em terreno acidentado com formação florestal nativa tipo mesófila semidecidual, típica do bioma Mata Atlântica. O grau de decidualidade, ou seja, a perda das folhas, dependente da intensidade e duração de basicamente duas razões: as temperaturas mínimas e máximas e a deficiência do balanço hídrico.

A RPPN Pico do Peão irá proteger da interferência humana um curso d’água - o “Córrego da Serra”, vegetação nativa com árvores de médio e grande porte e fauna variada.

Entre as espécies de árvores, encontram-se pereiras (Pyrus), copaíbas ou pau-óleo (Copaifera langsdorffii), caneleiras (Cinnamomum zeylanicum), cedros (Cedrus), ipês-amarelos (Tabebuia), jacarandás (Jacaranda) e pitangueiras (E.uniflora), além de muitas outras. Dentre os animais observam-se micos-estrela (Cebus), gatos-do-mato (Leopardus tigrinus), cachorros-do-mato, tatus, lagartos, diversas espécies de cobras, e aves como tucanos, pombas, gaviões, seriemas (Cariama cristata), saracuras, galinhos da serra e inúmeros pássaros.

A RPPN Pico do Peão conta com o apoio da organização Aliança para a Conservação da Mata Atlântica. A Aliança para a Conservação da Mata Atlântica representa a combinação de esforços de duas das maiores ONGs atuantes no país - Fundação SOS Mata Atlântica e a Conservação Internacional – para ampliar a capacidade de atuação dessas organizações na Mata Atlântica e contribuir para que esse importante patrimônio brasileiro seja conservado. (Extrato retirado do site www.aliancamataatlantica.org.br).
Saiba mais acessando os links:

http://www.ibama.gov.br/siucweb/rppn/
www.aliancamataatlantica.org.br
http://www.nature.org/wherewework/southamerica/brasil/press/press2949.html


interligação de fragmentos - A estratégia do corredor – Especialistas consideram as RPPNs elementos fundamentais para a “estratégia do corredor”, método em voga atualmente para a preservação ambiental. A proposta é que fragmentos de floresta sejam religados por corredores de mata, de reservas naturais, o que propiciaria a circulação das espécies e aumentaria a possibilidade de procriação e conservação da variedade genética. Tais corredores seriam obtidos fundamentalmente através das RPPNs. (Extrato retirado do site www.brazilmax.com, tradução nossa).

 
   
 
 
   
   
   
   
 
   
   
   
   

 
 



 

 

 
 

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