
A Rio Verde FM tem orgulho em ter o maestro
Celso Pereira Levenhagen como colaborador, apresentando
TOQUE SEM RETOQUE, um programa de crítica
musical que vai ao ar terças e quintas-feiras,
às 08hs00min e 18hs00min. Em Toque sem
Retoque, Celso comenta sobre o talento e a técnica
de grandes intérpretes da música
em todo o mundo.
Celso nasceu em Baependi, estado de Minas Gerais,
no dia 09 de março de 1940. Músico,
compositor e arranjador, ficou conhecido no
meio artístico como Celso Murilo. A carreira
de Celso seguiu um rumo diferente da de seus
familiares - seu pai, Antonio José de
Souza Levenhagen, exerceu a profissão
de juiz de direito de Minas Gerais, professor
de direito civil e escritor de literatura jurídica.
A magistratura também foi seguida por
dois de seus irmãos: Antonio José
de Barros Levenhagen (Ministro Togado do Tribunal
Superior do Trabalho em Brasília) e Carlos
Augusto de Barros Levenhagen (Desembargador
do Tribunal de Justiça de Minas Gerais).
Celso Murilo começou a tocar violão
aos doze anos de idade (como autodidata), e
mais tarde também estudou piano. Ainda
na adolescência, apresentava-se para os
hóspedes dos hotéis de veraneio
da cidade de Caxambu. Silvio Viana, um destes
hóspedes, convidou Celso para tocar no
Rio de Janeiro. O convite foi negado, pois o
jovem deveria prestar o serviço militar
naquele ano. Finalmente, em 1959, Celso Murilo
partiu para a cidade maravilhosa, custeado pelo
pai, para permanecer um mês.
No Rio, Celso foi conhecer a boate Arpege para
tentar acompanhar o ensaio dos músicos.
Em poucas horas, fez amizade com os rapazes
integrantes do conjunto e com uma grande dose
de sorte, substituiu um pianista que, coincidentemente,
se adoentara naquele dia... resultado: Celso
Murilo foi contratado pela boate.
No novo emprego conheceu, fez amizade e trabalhou
ao lado de Lúcio Alves, Dóris
Monteiro, Juca Chaves, Tom Jobim e João
Gilberto, que o apelidou de “Mineirão”.
Celso passou a freqüentar a casa de João
e Astrud (sua esposa) sendo, inclusive, convidado
a tocar ao lado do casal nos Estados Unidos.
No entanto o “Mineirão”,
ainda muito jovem, teve medo e recusou-se a
mudar para aquele país.
Outra passagem curiosa, com João Gilberto,
foi na ocasião em que Celso precisou
fazer uma viagem urgente para Baependi. Logo
que João chegou à boate para se
apresentar, perguntou pelo Mineirão,
já que era Celso quem afinava seu violão.
O gerente da casa explicou-lhe que Celso Murilo
precisara viajar, mas no dia seguinte estaria
de volta. João Gilberto ouviu atentamente
as explicações e disse que iria
“até ali” e já voltava.
Voltou somente no outro dia, sem se apresentar
naquela noite.
Com o passar do tempo Celso Murilo trabalhou
em outras boates e estúdios de gravação
do Rio de Janeiro, tocando ao lado de Miltinho,
Wilson Simonal, Eumir Deodato, Guto Graça
Melo, Sérgio Mendes, Lírio Panicalli,
Johnny Alf e muitos outros grandes nomes
da MPB. Além do Rio, também trabalhou
em famosas casas noturnas da cidade de São
Paulo.
Hoje reside em Baependi, sua cidade natal, onde
grava seus discos de bossa nova, faz shows e
apresenta o programa TOQUE SEM RETOQUE, na Rádio
Rio Verde FM.
Para entrar em contato com o maestro Celso
Murilo e dar sugestões sobre o programa,
envie um e-mail para toquesemretoque@rioverdefm.com.br.
Fonte biográfica –
Desembargador Orestes Campos Gonçalves
/ Prof. Marcio José Mangia / Prof. (a)
Célia Schliter Rocha / Prof. (a) Abigail
Martins Arantes Mangia.